... " Quero dormir e sonhar

um sonho que em cor me afogue:

verdes e azuis de Renoir

amarelos de Van Gogh." ...

António Gedeão
(1956)

domingo, 20 de março de 2011

Desafios ... Resposta: Jan Van Eyck

Van Eyck com o quadro "Os Esposos Arnolfini" antecipa três futuros géneros da pintura: o retrato de corpo inteiro, o interior e a natureza morta.
Retrato - Esta obra é, sem dúvida, uma das contribuições mais importantes de Van Eyck no campo do retrato de um tema não hagiográfico.
Representa um dulpo-retrato, o casal Arnolfini.
O casal aparece em primeiro plano, de pé, sumptuosamente vestido. O marido estende a mão esquerda, onde se apoia a mão da mulher e levanta a direita num gesto de promessa, como a bendizer a esposa.


Jan van Eyck
"Os Esposos Arnolfini"
Óleo sobre madeira - 81,8x59,7 cm
1434
Londres, The National Gallery

Interior - É também uma cena de interior, em que Van Eyck nos abre a porta do interior de um quarto nupcial. Do lado direito está o leito com dossel coberto de panos vermelhos, e do lado esquerdo aparece, rasgada na parede, uma janela por onde entra suavemente a luz do dia que ilumina em cheio o rosto da mulher(o que nos traz à memória as pinturas de Vermeer).
Entre as personagens ergue-se uma linha central e vertical que começa no cão, passa pelo banco e mãos dos esposos, prossegue pelo espelho e assinatura do pintor e termina no lustre preso ao tecto.
O ponto de fuga, marcado pelo mobiliário,janela,tábuas do soalho e traves do tecto prolonga-se pelo espelho convexo, que é o elemento mais arrojado e inovador nesta obra.

Nele estão reflectidos não só o casal visto de costas, como mais duas personagens, uma das quais um auto-retrato de Van Eyck. Estas personagens assistem ao evento, partilhando o nosso espaço de observadores. Este artifício foi mais tarde usado por Velázquez em "As Meninas".

Natureza morta - Os socos de madeira, abandonados no lado esquerdo sobre o chão, também de tábuas de madeira, são uma verdadeira natureza morta.



Neste quadro os objectos colocados parecendo por casualidade têm uma interpretação simbólica. Os artistas do século XV representam muitos símbolos camuflados por objectos do quotidiano.

O espelho convexo - impecável (speculum sine macula) é o símbolo da pureza da Virgem e mostra a cena numa perspectiva inversa, em que podemos ver o casal por trás e ao mesmo tempo duas personagens, que assistem à cerimónia nupcial como testemunhas (naquela época não era necessário um sacerdote). O espelho é fundamental para mostrar a presença destas testemunhas, uma das quais seria o próprio pintor, vestido de azul.



E para que não houvesse dúvidas, na parede por cima do espelho, Van Eyck colocou a seguinte inscrição: "Johannes de Eyck fuit hic. 1434" ( Jan van Eyck esteve aqui. 1434).
A assinatura pode ter tido a função de testemunho de um acto solene - uma acta matrimonial.



O espelho colocado em lugar central apresenta uma moldura que exibe cenas da Paixão de Cristo e tem à esquerda, suspenso na parede, um rosário de contas de cristal, símbolo de pureza.Naquela época era comum o noivo oferecer à futura esposa um rosário, fazendo-lhe lembrar a necessidade de preservar a oração.



As frutas colocadas sobre a arca e o parapeito da janela evocam o estado imaculado que precede o pecado.



As laranjas não existiam no Norte da Europa, eram importadas do Sul. Conhecidas como maçãs do Éden estão neste quadro para lembrar que os filhos de Eva foram expulsos do paraíso por pecarem.

Os socos (os dela junto à cama e os dele em primeiro plano à esquerda) lembram-nos que o lugar é sagrado e alude a uma ideia de fertilidade.




Também as cores utilizadas têm um valor claramente simbólico: o verde do vestido da esposa é símbolo de fertlidade e os panejamentos vermelhos do leito nupcial alude à paixão.

A inclusão do cão aos pés dos noivos é mais um símbolo mas que alude à fidelidade.



Reparemos agora no lustre que, embora o quarto esteja banhado pela luz do dia, mantém uma vela acesa como símbolo do mistério de que Cristo tudo vê, e ao mesmo tempo representa a chama do amor que se pode consumir.



sexta-feira, 4 de março de 2011

Desafios ...

Este é um desafio fácil para todos os amantes de pintura.
É o quadro mais célebre de um pintor flamengo.




Atreva-se!

Qual o pintor?

Ah! Já agora, o título do Quadro?

Desculpem não poder dar prémio aos vencedores, mas o quadro encontra-se em Londres na National Gallery.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Observando um quadro ... de Matisse - nº 14


Henri Matisse
"Conversa"
Óleo sobre tela - 177x217 cm
Colecção Schukin, Moscovo,
posteriormente no Museu Estatal de Arte Moderna Ocidental de Moscovo;
no Ermitage desde 1948

Embora não seja, talvez, uma das obras mais conhecidas de Henri Matisse (1869-1954), é provavelmente a mais inquietante. A composição e a cor captam o olhar do observador.
"Sinto através da cor..."
Neste quadro Matisse "eterniza" uma conversa entre duas personagens que ladeiam uma janela que rasga uma parede azul, azul muito forte e que deixa ver a paisagem exterior, de cores joviais. Muito interessante é o desenho do varandim que, com as suas linhas curvilíneas, separa o espaço interior do exterior.
À direita está uma mulher sentada com um vestido de forte contraste cromático com a parede. À esquerda surge um homem, de pé, recortado sobre o fundo, dominando a mulher com a posição pronunciada de verticalidade.
Estas duas personagens mantêm uma conversa, apesar de separados pela janela.
Esta obra apresenta uma composição equilibrada na disposição das figuras que criam entre si harmonia e dissonância.

É um quadro interessante de Matisse, que foi um pintor que passou brevemente pelo pontilhismo e a partir de 1901 partilhou as pesquisas dos Fauves sobre a cor, mas que manteve uma linguagem extraordinariamente expressiva acima de qualquer mudança de gosto e de estilo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Exposição de Pintura de Eva Afonso

Uma vez mais convido todos aqueles que quiserem estar presentes na inauguração de uma Exposição de alguns dos meus trabalhos na Galeria Municipal de Arruda dos Vinhos - Centro Cultural do Morgado, no dia 19 de Fevereiro pelas 16h.



A Exposição estará patente até 16 de Março de 2011.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Agora e Sempre Van Gogh ...

Voltar agora e sempre a Van Gogh!!!
Este pintor genial deixou Paris em 1888 e mudou-se para Arles, no Sul de França.
Foram as cores quentes e o brilho da luz do Sol desta região que o fascinaram.
É aqui que pinta vários quadros de flores e árvores em flor.
É aqui que pinta uma série de obras com os famosos girassóis.
É aqui que trabalha frequentemente ao ar livre.


Van Gogh
"O Pintor a Caminho do Trabalho"
Arles, Julho de 1888
Óleo sobre tela - 48x44 cm
Destruído pelo fogo na Segunda Guerra Mundial
anteriormente no Kaiser-Friedrich- Museum,
Magdeburgo

O que nos mostra Van Gogh, neste quadro?
Um "peintre ouvrier" vestido com roupas de trabalhador rural e largo chapéu de palha que parte para o trabalho carregado com os seus pincéis, tela, paleta e cavalete.
O pintor caminha com dificuldade, sob o peso do material, debaixo de um Sol escaldante a que as árvores da beira da estrada não dão sombra, ao contrário do seu corpo que projecta uma sombra negra e disforme que o persegue.
Lá ao longe, a linha do horizonte é ponteada por ciprestes ( mais uma vez os ciprestes) erguidos para o céu como uma ameaça.

É nesta paisagem deserta que Van Gogh se retrata, no meio de uma imensa solidão.


Mais uma vez volto a Van Gogh porque o considero um pintor de excepção!!!

Coloco neste post um video que, além de mostrar uma série de quadros de van Gogh, apresenta também uma bela canção: "Vincent" (de que gosto muito) e que é uma maravilhosa homenagem a van Gogh.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Os trabalhos de Eva Afonso


Eva Afonso
"Descansar perto do céu"
Óleo sobre tela - 50x50 cm
2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Os trabalhos de Eva Afonso


Eva Afonso
"A Ponte" - S. Pedro do Sul
Óleo sobre tela - 50x70 cm
2010

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os trabalhos de Eva Afonso


Eva Afonso
"O Moinho" - S. Pedro do Sul
Óleo sobre tela - 60x50 cm
2009

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A não perder ... Exposição "Columbano" no Museu do Chiado

Columbano volta ao Museu do Chiado – Lisboa.

Em 2007, foram exibidos no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (Lisboa) 70 quadros realizados entre 1874 e 1900 por Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) , no âmbito da comemoração do 150º aniversário do nascimento deste pintor.

Em Dezembro de 2010 a obra de Columbano volta ao Museu do Chiado, integrada desta vez nas Comemorações dos Centenários da República e do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.
Vão estar patentes, até 27 de Março de 2011, 75 obras de Columbano de 1900 a 1929 (ano em que faleceu). A maior parte dos quadros expostos fazem parte do acervo do Museu do Chiado, (do qual este pintor foi director de 1914 a 1927), mas também podem ser apreciadas peças que fazem parte de colecções particulares, instituições nacionais e museus internacionais, como o Museu d’Orsay, Galeria Delgi Uffizi – Palazo Pitti e Museu das Belas Artes do Rio de Janeiro.
Esta exposição está organizada em sete núcleos: “Momentos de consagração”; “No centro do retrato”; “O intimismo”; “A expressão da modernidade”; “A imagem do artista. O auto-retrato”; “Pintura decorativa”; “Estudo laboratorial da pintura de Columbano”.
No primeiro núcleo são apresentadas obras de referência de Columbano, como “Um Concerto de Amadores” e “O Grupo do Leão”, ainda realizadas no século XIX e que fazem a ponte entre a exposição de 2007 e a de 2010.


Columbano Bordalo Pinheiro
"Um Concerto de Amadores"
Óleo sobre tela - 220x300 cm
1882
Museu do Chiado - Lisboa


Columbano Bordalo Pinheiro
"O Grupo do Leão"
Óleo sobre tela - 200x380 cm
1885
Museu do Chiado - Lisboa

Columbano Bordalo Pinheiro
"Mulher com Luneta"
1896
Museu Nacional das Belas Artes, Rio de Janeiro - Brasil

No segundo núcleo são apresentados retratos de várias figuras da elite intelectual e política do início do século XX. Como realçou a comissária da exposição, Maria de Aires Silveira são retratos “ efectuados após inúmeras sessões e poses, reflectem uma subjectividade própria, entendida do interior, através de uma paleta escurecida que valoriza a iluminação do rosto e mãos.”


Columbano Bordalo Pinheiro
"Retrato do Professor João Barreira"
1900
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro - Brasil


Columbano Bordalo Pinheiro
"Retrato de Alfredo Cunha"
1904
Colecção Particular


Columbano Bordalo Pinheiro
"Retrato de Bulhão Pato"
1908
Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado - Lisboa


Columbano Bordalo Pinheiro
"Retrato de Alda Lino"
1910
Colecção Martinho Pimentel

No espaço seguinte “O intimismo”, surgem cenas de interior. São quadros criados em zonas obscurecidas de uma casa de família, em que aparecem objectos e figura feminina numa relação intimista.


Columbano Bordalo Pinheiro
"A Refeição - (Five o'clock Tea)"
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro - Brasil


Columbano Bordalo Pinheiro
"A chavena de chá"
1898
Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado - Lisboa


Columbano Bordalo Pinheiro
"Femme et Fruits"
1899
Museu d'Orsay, Paris - França

“A partir de 1911, Columbano ultrapassa os limites do realismo (…)” e pinta com maior liberdade “(…) tanto na adaptação aos modelos e à sua psicologia, como nos modos de representação” como assinalou a comissária da Exposição referindo-se ao quarto núcleo “A expressão da modernidade”.


Columbano Bordalo Pinheiro
"Retrato de João de Barros"
1917
Colecção Particular


Columbano Bordalo Pinheiro
"Retrato de Raul Brandão e sua esposa"
1928
Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado - Lisboa

Seguindo a ordem da exposição deparamo-nos com “A imagem do artista. O auto-retrato”. Não podendo, chegados a este núcleo, deixar de lembrar o retrato de Columbano feito por Fialho de Almeida na obra “Os Gatos”, 1891,IV, pág. 48 : “ (…) homenzinho trigueiro, pequeno, silencioso, com a sua miopia doce e o seu ar contrafeito (…) cheio de susceptibilidades, modesto por orgulho, intransigente por princípio.”


Columbano Bordalo Pinheiro
"Auto-retrato"
1904
Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado - Lisboa


Columbano Bordalo Pinheiro
"Auto-retrato"
1927
Galeria Degli Uffizi, Florença - Itália


Columbano Bordalo Pinheiro
"Auto-retrato" inacabado
1929
Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado - Lisboa


Esta Exposição presta homenagem a um grande pintor português – Columbano Bordalo Pinheiro - que no entender da comissária da exposição é “(…) o maior pintor do século XIX, é o artista que melhor expressa os valores de modernidade(…)” e que foi uma “testemunha atenta da sociedade portuguesa, ao longo de três gerações, inventariando os espíritos da intelectualidade nacional e as mais destacadas figuras, por vezes em quadros de uma irrealidade original”.

Esta é uma Exposição a não perder…

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ainda sobre "Quadrado Negro sobre Fundo Branco" de Malevitch

Voltando ao quadro "Quadrado Negro sobre Fundo Branco" de Kazimir Malevitch vou transcrever alguns extractos do texto de José Mário Silva publicado num suplemento do Semanário Expresso de 15 de Janeiro de 2011.
Fala-nos esse texto da "última lição" do filósofo José Gil que ao aposentar-se quis discorrer sobre a génese da linguagem artística e escolheu para tal, a obra do pintor Malevitch: "Quadrado Negro sobre Fundo Branco".

José Gil

José Gil falou para um auditório cheio, "... a rebentar pelas costuras..." como escreveu José Mário Silva e "... explicou logo a abrir que o ofício de "pensar" e de "escrever" é daqueles que não acaba mais".

"Como é que se forma uma linguagem artística se na obra de arte não se pode "isolar uma unidade discreta" e articulá-la com outras unidades autónomas (que é o que acontece na linguagem verbal)?
Eis o ponto de partida para a conferência, na qual José Gil analisa em detalhe um exemplo concreto: a criação da linguagem suprematista de Kazimir Malevitch.
Até 1915, o pintor russo afastara-se progressivamente das formas tradicionais de mimetismo, mas é naquele ano que se dá a crise definitiva, quando pinta o célebre "Quadrado Negro sobre Fundo Branco", que representa apenas o que o título indica: um quadrado negro sobre fundo branco.


"Quadrado Negro sobre Fundo Branco"

Diz a lenda que Malevitch ficou num estado de perturbação total: durante uma semana, não conseguiu comer, beber ou dormir. O pintor acreditava que a representação figurativa trazia para o quadro "qualquer coisa do referente", pelo que o acto de "apagar a representação" implicava "apagar também o referente".
Se o quadrado preto nega a possibilidade de representação, fica em causa a própria possibilidade da pintura. A não ser que esta se transforme noutra coisa. E foi isso o que Malevitch fez, ao criar uma nova linguagem "a partir deste quadrado que começa por ser uma espécie de buraco negro que engole e absorve todas as formas da natureza".
A nova linguagem surge por um processo de reversão: "Ao vir à tona, ao vir à superfície, o quadrado negro reverte-se, há uma reversão de superfícies, como uma luva que se volta ao contrário e o avesso passa a direito e o preto passa a branco".
O branco do "nada libertado", abismo plano onde as figuras se dissolvem, transformadas já não em representações de objectos da realidade concreta mas em abstractas "sensações picturais", a que correspondem forças em vez de formas".

Ao terminar a sua "última lição" José Gil "... aponta alguns problemas que o pensamento filosófico ainda pode trabalhar. O tal novo começo, que implica a consciência de que "não é possível pensar sem pensar livremente e sem risco".

Sem qualquer pretensão da minha parte, o que quis reflectir, no post anterior sobre "Quadrado Negro sobre Fundo Negro", foi sobre o pensamento livre, sem amarras, nem sujeição.




K. Malevitch
"Quadrado Vermelho e Quadrado Negro"
1915
Museu de Arte Moderna, Nova Iorque

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Desafios...


Pablo Picasso
"Les demoiselles d' Avignon"
Óleo sobre tela - 243,9x233,7 cm
1907
Museu de Arte Moderna, Nova Iorque

Há uns dias lancei este desafio.
Parabéns a quem acertou!

Queria agora apenas acrescentar uns muito breves apontamentos sobre o quadro:
As figuras representadas nesta tela eram certamente prostitutas, mas não foi o tema que chocou, mas sim as deformações plásticas.
Picasso encontrou inspiração na escultura ibérica pagã e na arte africana, principalmente nas máscaras.
Ao observarmos os rostos das meninas d'Avignon verificamos que se assemelham a máscaras.
Picasso fragmentou as feições e os corpos formulando o conceito de cubismo.
As meninas d'Avignon são o prelúdio deste movimento artístico.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Exposição de Pintura de Eva Afonso

Realizou-se hoje a inauguração da exposição dos meus trabalhos na Casa Senhorial de El' Rei D. Miguel, em Rio Maior.
Esta casa senhorial, com apogeu nos séculos XVII/XVIII, está actualmente transformada em Galeria Municipal, o que condiciona o percurso expositivo e o torna diferente das exposições que fiz anteriormente.
A Galeria Municipal é uma casa, constituída por várias divisões, por isso fui criando núcleos temáticos que agora vos vou mostrar.

Façam favor de entrar.

A Casa é vossa ...




























Obrigada pela Vossa visita!!!
.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Homenagem a Malangatana

Faleceu hoje, aos 74 anos, o pintor moçambicano Malangatana Valente Ngwenya (1936-2011).



" O legado de Malangatana
Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da Unicef e arquiteto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na “sua” Matalana. E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia. Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.

Contando com as obras em museus e galerias públicas e em colecções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.

Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor, Malangatana Valente."

Extraído de: http://www.publico.pt

Até sempre ... Malangatana

Malangatana
"Perturbação na Floresta"
Óleo sobre tela - 89x153 cm
1987

Exposição de Pintura de Eva Afonso



Casa Senhorial de El'Rei D. Miguel
Galeria Municipal de Rio Maior


Vai estar patente de 7 a 31 de Janeiro de 2011, na Casa Senhorial de El'Rei D. Miguel - Casa da Cultura João Ferreira da Maia em Rio Maior, uma exposição dos meus trabalhos de pintura.

Espero por todos os que quiserem dar-me a honra da Sua visita.